Pticha 30 e 31

 

‘O Despertar do Masach pela Criação do Partzuf’

Do Baal haSulam:

30) De modo a compreender o desenvolvimento dos níveis espirituais, expressos pelos cinco Partzufim decrescentes do mundo de AK, e todos os níveis dos cinco Partzufim de cada um dos quatro mundos de ABYA, até a Malchut do mundo de Assiyah, nós precisamos aprender exatamente o que é a diluição do Masach de Guf. Isso ocorre em todos os Partzufim dos mundos AK, Nikudim e Atzilut (o mundo da Correção).

Comentários de Rav Laitman:

Todos os níveis, começando com o Mundo da Infinidade (o Olam Ein Sof) e até abaixo, no nosso mundo, são criados de acordo com um único esquema. Quanto mais remoto seja o nível, com relação ao Mundo da Infinidade, mais diluída e fraca torna-se a tela. Por isso, Malchut recebe menos e menos luz a cada vez que seus níveis descem mais e mais, até que gradualmente Malchut desça de seu estado mais alto – o Olam Ein Sof – e atinja seu estado mais baixo – o nosso mundo.

 

Do Baal haSulam:

31) De fato cada Partzuf, ou mesmo qualquer nível espiritual, tem duas espécies de luz: a Or Makif (a Luz Circundante) e a Or Pnimi (a Luz Interior). Como esclarecemos,k no primeiro Partzuf do mundo AK, Galgalta, a Luz Circundante é a luz do Mundo da Infinidade, que preenche todo o Universo. Após o TA e o surgimento do Masach, acontece o Contato de Colisão (o Zivug de haka’a) entre toda a luz do Mundo da Infinidade com o Masach.

O Or Chozer que emergiu como resultado desse Zivug permitiu que parte da Luz Superior entrasse no mundo da Restrição (o Olam haTzimtzum), e então, criou as dez Sefirot de Rosh e as dez Sefirot de Guf, como dissemos no item 25.

Porém, a luz inteira não entrou no Partzuf Galgalta. Agora a luz do Mundo da Infinidade não preenche o Universo inteiro, como era o caso antes do TA. Agora há Rosh e Sof, isto é, enquanto as dez Sefirot se expandem para baixo, a luz pára no ponto ‘deste mundo’, ‘limitando’ Malchut (Malchut Masayemet), como se disse: ‘seus pés se apóiam no Monte das Oliveiras’...

Além disso, agora há uma noção ‘de dentro para fora’. Similarmente à expansão para baixo das dez Sefirot - Keter, Chochmah, Binah, Tifferet, Malchut (KaChaB-TuM), e limitando Malchut, também há a expansão das dez Sefirot KaChaB-TuM de dentro para fora.

Aqui as Sefirot são chamadas: Mocha – cérebro (Keter); Atzamot – ossos (Chochmah); Gidin – tendões (Binah); Bassar – carne (Tifferet, e Or – pele (Malchut) - ‘Or’, com a letra ‘Ayn’, e não com ‘Alef’, que seria ‘luz’. No que concerne ao Mundo da Infinidade, em que todo o Universo era preenchido com a luz do Partzuf Galgalta, há apenas um tênue raí de luz. Or-pele (Malchut) limita o Partzuf pelo exterior, evitando que a luz se ‘expanda’ mais e preencha o espaço vazio.

A quantidade de luz (seu tênue raio) recebida no Galgalta é chamada ‘Or Pnimi’ (a Luz Interior). A enorme quantidade de luz do Mundo da Infinidade, que não entra no Galgalta, permanece no exterior. Agora essa luz é chamada Or Makif (a Luz Circundante). Ela não pode entrar no partzuf, mas sim, cercá-lo por todos os lados.

Comentários de Rav Laitman:

Qualquer parte de Malchut é chamada de nível, se tiver preenchido cada um de seus desejos com a luz, usando a tela. Cada nível recebido por Malchut divide a luz que vem em duas partes: o Or Pnimi, que entra no Partzuf, e o Or Makif.

A tela vê toda a luz vindo para si, com a ajuda do Or Chozer, e então determina o quanto é possível receber com a ajuda da tela, em prol do Criador, e o quanto é preciso deixar de fora. A tela sempre divide a luz em duas partes.

O Or Pnimi (a parte que é recebida) é somente um tênue raio de luz, que entrou na Malchut, isto é, no espaço vazio, a partir do TA (antes do TA Malchut era completamente preenchida). Vimos a força do egoísmo, que permitiu que apenas um tênue raio de luz entrasse em malchut com a ajuda da tela. Além do mais, isso somente se refere ao primeiro Partzuf de AK – Galgalta. Os Partzufim remanescentes são preenchidos com ainda menos luz.

Então, com a ajuda desse raio de luz, são criados Partzufim adicionais. No próprio centro dessa esfera escura – Malchut, após o TA – está o nosso mundo. No mundo de Aztilut nasceu um Partzuf muito especial, Adam haRishon. Ele consiste de dois componentes; as qualidades de Binah e Malchut. Então esse Partzuf cinde-se em vários Partzufim separados, chamados ‘almas’.

Adquirindo a tela, as almas formadas podem gradualmente preencher toda a esfera com a luz. Tal estado é chamado a ‘Correção Final’ das almas, com a ajuda da tela: o ‘Gmar Tikkun’. Após isto, a próxima expansão de Malchut consiste em atingir o Criador, não dentro de si mesma, mas acima de suas propriedades.

Isso já se refere à parte da Kabbalah chamada ‘os segredos da Torah’. O resto da Kabbalah, tudo o que há abaixo desse nível e refere-se aos ‘Ta’amey Torah’, pode e deve ser estudado por todos. Os Kabbalistas precisam abrir os ‘Ta’amey Torah’ para todos, mas esconder os ‘Segredos da Torah’.

Há várias espécies de Or Makif, assim como de Or Pnimi. Uma delas brilha sobre o homem quando ele ainda não tem tela, nem sentimento correto – quando o homem começa a ansiar pelo espiritual. Isso acontece devido ao or Makif que brilha sobre ele. Aqui a luz é primária e o desejo é secundário.

O Or Makif começou a brilhar quando o homem ainda não entendia de onde vinha essa luminescência, mas começou a atraí-lo espiritualmente. Enquanto ele começa a estudar, ele atrai sobre si uma luminescência de outra espécie, que gradualmente o corrige: com essa ajuda, o homem começa a ver suas falhas, abrindo-se mais e mais para o mundo circundante. Gradualmente, a luz cria uma imagem espiritual diante dele, que se torna cada vez mais clara, como se emergisse de um nevoeiro.

Nós estamos cercados pelo Criador, Que está por trás de todos os objetos à nossa volta, e deseja nos trazer para perto dEle. Com esse propósito, Ele usa os objetos da natureza. Em nosso mundo, Ele faz isso com a ajuda das pessoas – família, patrão, conhecidos. Ele deliberadamente nos envia situações complicadas e sofrimentos, para que tentando escapar disso, nós nos aproximemos dEle.

Porém, o homem está inclinado a ver a razão de todos os seus infortúnios em sua esposa briguenta, patrão zangado ou nas pessoas que o cercam. No entanto, é assim que deve ser, porque o Criador está oculto dele. O homem ainda não atingiu o nível em que ele somente pode ver o Criador por traz de tudo o que lhe acontece. Além disso, ele precisa reagir de acordo com seus próprios sentimentos, e não como se somente o Criador existisse no mundo. Enquanto se está no nível material, é impossível ver as forças espirituais nos objetos circundantes.

Nós descrevemos os Partzufim muito relativamente. Embora se diga que Galgalta parece com um tênue raio de luz, nós o imaginamos em forma de um retângulo para mostrar a correlação entre as partes do partzuf. O Partzuf com suas partes é gradualmente criado nas sensações do homem. Nós estudamos como é que a partir de um ponto, é criada uma Sefirah no homem, e então um Partzuf embrionário; a seguir, isso se desenvolve enquanto o homem começa a receber a Luz Superior em seu interior.

Foi dito que ‘seus pés ascenderão até o Monte das Oliveiras e lá permanecerão’. O azeite simboliza o Or Chochmah. Todo o processo de recepção e graduação do Or Chochmah é extremamente complicado. Em hebraico, Har (montanha) também significa ‘Hirhurim’ – dúvidas, sofrimentos e esforços enquanto se escala uma montanha. De baixo, de nossa parte, essa ascensão continua até o Machsom, em que o mundo espiritual começa. No Gmar Tikkun, o Or Chochmah preencherá não somente o Toch, mas também o Sof de Galgalta.

 

 

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