Pticha 35

 

Do Baal haSulam:

35) Esse impacto continua até que Or Makif liquide a Aviut do Masach de Guf no Tabur. Como resultado, o Masach de Guf começa a ascender na direção da tela, posicionada no Pef de Rosh, que é a raiz, a causa da tela do Guf. Após fundir-se com a tela no Peh de Rosh, o Masach do Tabur também se envolve no Zivug de Haka’a, que está acontecendo constantemente entre o Masach em Peh de Rosh e a luz. Essa Zivug resulta na formação de um novo Partzuf e na emergência de 10 novas Sefirot chamadas AB de AK ou o Partzuf Chochmah do mundo de Adam Kadmon. Com relação ao primeiro Partzuf Galgalta-Keter, esse novo Partzuf é considerado seu resultado, seu ‘filho’.

Comentários de Rav Laitman:

A Luz Circundante faz uma grande pressão sobre a tela, tentando entrar no Kli que está posicionado no Tabur. Porém, o Masach não pode suportar isto. Por um lado, ele é incapaz de receber mais luz com a intenção em prol do Criador; por outro, ele não pode permanecer sob uma tal pressão.

Assim, a melhor solução é retornar para o seu estado anterior no Peh de Rosh, ao mesmo tempo recusando-se a receber a luz. O Masach começa a ascender do Tabur para o Peh. Nesse caminho, ele expulsa toda a luz do Kli e funde-se com o Masach no Peh de Rosh, isto é, ele retorna ao estado anterior, em que a luz estava somente no Rosh do Partzuf, mas ausente do Guf do Partzuf.

O pequeno prazer que teve o Kli , recebendo a luz no Toch, deu a ele uma idéia do grande prazer que está esperando fora. A recepção dessa prazer apenas despertou a tela. É muito mais fácil recusar de uma vez um certo prazer do que recebê-lo em pequenas porções, pois o prazer que foi recebido no interior enfraquece a vontade, isto é, a intenção de receber prazer em prol do Criador.

Como ambas Or Pnimi e Or Makif pressionam a tela com seu prazer, a tela se enfraquece sob essa dupla pressão, e é forçada a parar completamente de receber a luz. Ela se livra de toda a Aviut, ascende até o Peh de Rosh e funde-se completamente com o Masach, que não recebe nada, mas apenas empurra a luz para longe.

Mais adiante, o material de estudo pode tornar-se mais técnico, mas não se deve desesperar. Estudar Kabbalah é um processo interior complicado. Às vezes, a Kabbalah é percebida nas sensações ( e esse é o melhor modo), mas às vezes ela não é percebida de modo algum. Isso é natural.

Deve-se continuar aprendendo persistentemente. Num certo momento, você a matéria penetrando internamente. Enquanto isso, mesmo que não seja possível compreender, deve-se continuar estudando de modo a não perder o contato com o esquema geral, e a cada vez adicionar a esse esquema um novo elemento.

O esquema general parece assim: a luz, gradualmente tornando-se mais compacta, cria o Kli a partir de si mesma e por si mesma. O Kli passa através de quatro fases de desenvolvimento, transformando-se em Malchut, isto é, a única criação.

Então o objetivo passa a ser a completa separação entre ele, o Kli, e o Criador; a criação não deve sentir nem Or Pnimi nem Or Makif, isto é, nem prazeres interiores, nem prazeres exteriores, que poderiam ditar suas condições a ela.

Ela precisa adquirir absoluta liberdade de escolha e a possibilidade de seus próprios desejos e ações, dirigida à correção de seus desejos egoístas e avanço espiritual na direção do Criador.

O primeiro desejo independente de Malchut era tornar-se como o Criador, em suas propriedades. É por isso que ela faz a Primeira Restrição em seu ‘desejo de receber’, na Bechinah Dalet, e deixa-a sem a luz. Então ela cria o sistema dos mundos descendentes. Os mundos espirituais não são nada além de fases da restrição; eles são cortinas, telas. Ao todo, há cinco deles: os mundos de AK e ABYA (Adam Kadmon, Atzilut, Beriah, Yetzirah e Assiyah).

Após ter criado os mundos desde cima até o ponto mais baixo, a criação encontra-se em absolutos vazio e escuridão; ela não sente o Criador de modo algum. A humanidade está nesse estado.

Quando, por resultado do estudo, o homem começa vagamente a sentir que Or Makif brilha sobre ele, e que o Criador onipotente está oculto em algum lugar por trás disso, então cada fenômeno tem sua própria causa e efeito, o que significa que ele já está em um certo nível espiritual chamado Olam Hazeh.

Agora nós estamos estudando a estrutura descendente de todas as telas e mundos que ocultam o Criador de Malchut. Então, se Malchut, pelo poder de seu próprio desejo, cria a tela, protegendo-se da luz-prazer, ela torna-se, por assim dizer, igual a essa tela, esse nível, e a tela serve como uma revelação do Criador.

Se o homem deseja independentemente observar todas as 620 leis da revelação do Criador, elas deixam de ser restritivas sobre ele, e então a tela correspondente é neutralizada a cada nível. O homem adquire as propriedades da tela, e não faz sentido ocultar o Criador nessa fase, pois não há perigo de que ele venha a receber a luz para si mesmo.

Enquanto ascendem espiritualmente, os Kabbalistas percebem internamente todos esse processos, tendo estudado previamente a descida dos mundos. Por um lado, é necessário estudar Kabbalah para adquirir conhecimento; por outro lado, o homem precisa sentir tudo aquilo que ele estuda.

 

 

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