Desenvolvimento Espiritual: Do Embrião À Pessoa
Talmud Eser Sefirot, Volume 3, Parte 8: Tempo e lugar na espiritualidade significa uma renovação da forma. Um Partzuf cresce apenas através de uma infinidade de uniões (Zivugim) e transferências de Luzes que diferem uma da outra, construindo-o juntas, elas são chamadas de "os meses do desenvolvimento intra-uterino" ou o período de desenvolvimento embrionário, que pode durar de 7 , 9 ou 12 meses dependendo da quantidade de porções de Luz que são necessárias para formá-la.
Estudamos as mudanças que acontecem no desejo de desfrutar e contamos o número dessas alterações ou renovações, que são chamadas de "meses" (Hodesh, mês em hebraico, vem da palavra Hidush, renovação). Não há tempo na espiritualidade. O tempo é determinado pelo número de mudanças que temos atravessado, ao invés de o movimento do ponteiro de um relógio ou as mudanças de algum fator externo. Tanto quanto eu mudei é quanto tempo se passou. Isto é como o tempo é definido na espiritualidade.
Portanto, o período de desenvolvimento de um embrião significa que eu passo por um estado após o outro ("eu passo", Over em hebraico, vem da palavra embrião, Ibur). Eu tenho que passar por uma quantidade específica de mudanças, a fim de ir do desenvolvimento intra-uterino dentro do Superior para o desenvolvimento fora Dele.
Agora estou dentro do Superior e Ele tambem me desenvolve. Durante este processo de desenvolvimento eu não tenho absolutamente nenhuma influência sobre as alterações que sofro. Eu sou forçado a mudar por instintos e forças que eu experiêncio como sofrimento, e assim, eu vou por estas mudanças contra a minha vontade.
Em seguida, vem uma outra fase: eu começo a sentir que há algum tipo de razão por trás disso, que há uma grande necessidade para isso, e há um Superior que faz todas essas mudanças para mim, desejando que eu começe a descobrir sobre o sistema de governo, a ordem de causa e efeito do desenvolvimento, o princípio e o objetivo de todo o caminho. É assim que o mundo inteiro está começando a despertar em nossos tempos.
Depois chegamos à constatação de que temos que evocar essas mudanças nós mesmos. A partir de um determinado estado em diante não há mais tempo para o Superior fazer mudanças por nós, forçando-nos a desenvolver. Agora, o Superior só acrescenta Luzes para nós, que as percebemos como o mal. No entanto, isso não nos permitirá desenvolver, mas apenas para chegar à conclusão de que temos que exigir o desenvolvimento ao Superior. Ou seja, nós já devemos participar no desenvolvimento de nós mesmos e procura-lo.
O Superior não me força a fazer a ação em si, mas apenas a solicitá-la, de modo que eu gostaria de pedir ao Superior para realizá-la. Meu pedido tem de estar no meio. Por agora este pedido pode ser expresso como um clamor, devido ao sentimento ruim.
Depois disso, eu me desenvolvo e sou obrigado a ter esse clamor para a realização do bem, quando compreendo que tudo isso é para o meu bem. Mesmo que eu me possa sentir mal em minhas sensações, eu já percebo que isso é bom para o meu desenvolvimento, porque eu tenho que subir para o nível seguinte. A seguir, o Superior não exije mais um clamor de mim, mas a cooperação no desenvolvimento. Esta parceria é chamada uma sociedade.
Depois chegamos a um estado onde o Superior não me desperta de modo algum, mas eu tenho que procurar uma oportunidade para despertar dentro de mim, usando o ambiente. Eu tenho que despertar o Superior para que Ele me desperte a mim, e em seguida, concordar com Sua ação e lhe dizer exatamente como fazê-lo. É como se eu entendesse e escolhesse a melhor forma de ação para mim, e, em seguida, o Superior a faz.
No final chegamos a um estado onde eu dou ao Superior todas as ordens. No início do caminho Ele fez todas as ações sobre mim, do começo ao fim, sem a minha consciência. Eu não sabia o que estava agindo sobre mim, o que Ele fez, e onde eu estou. Mas no final do caminho eu determino tudo do começo ao fim, e só uso a força do Superior.
Todo o nosso caminho está em adquirirmos uma independência e auto-suficiência cada vez maior, tornando-nos cada vez mais parecidos com o Superior.
Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 12/16/10, Talmud Eser Sefirot


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